Material do cliente: como controlar o que entra e o que volta
Na oficina de costura, o tecido não é seu. Sem registro, a sobra vira discussão com o cliente. Veja os quatro momentos que precisam ficar anotados.
O problema
A oficina recebe material de várias marcas, às vezes na mesma semana. Tudo fica no mesmo espaço. Quando o pedido volta, o cliente pergunta pela sobra, e a resposta está na memória de alguém.
Os quatro momentos para registrar
- Recebimento. O que chegou, de qual cliente, para qual pedido.
- Conferência. A quantidade contada contra a informada. Divergência anotada na hora, antes do corte, enquanto ainda dá para avisar o cliente.
- Produção. O consumo previsto pela ficha técnica e o que foi usado de fato.
- Devolução. As peças prontas e a sobra que volta, dentro do prazo combinado.
Um exemplo de conta
O cliente envia 300 metros de malha para 600 peças.
A ficha técnica prevê 0,45 m por peça: 600 × 0,45 = 270 metros.
Sobra esperada: 30 metros.
Se voltarem só 10 metros, os 20 metros de diferença precisam de explicação: perda no corte, defeito no tecido ou erro na conferência. Com os quatro momentos registrados, a resposta está no papel, e não na memória.
Nunca misture com o seu estoque
O material do cliente não é seu. Ele precisa de saldo próprio, separado por cliente e por remessa. Se entrar no mesmo saldo do material que você comprou, a conferência deixa de fechar.
E quando quem costura não emite nota?
A costureira pessoa física e o MEI fazem parte da produção do setor. Mesmo sem nota fiscal, a saída e o retorno do material precisam ficar registrados. O controle não pode depender da nota.
Como o ConfecSoft ajuda
- O material do cliente fica num estoque separado, identificado por cliente.
- Cada saída para terceiros vira uma remessa com prazo de retorno.
- Você vê o que está fora, com quem está e o que já voltou.
- Com ou sem nota fiscal, o registro é o mesmo.